
TCU elege Programa Água Doce como exemplo de boa prática
Por Redação do MMA
O clima seco e a falta de chuva fazem com que o semiárido brasileiro sofra com a escassez de água. E o aquecimento global só piora a situação. Atento à questão, o Programa Água Doce do Ministério do Meio Ambiente está levando à população daquela região uma alternativa para conseguir água potável: aproveitar de forma sustentável a água presente no subsolo, por meio de sistemas de dessalinização.
Tal iniciativa foi destacada na publicação Segurança Hídrica no Semiárido, lançada recentemente pelo Tribunal de Contas da União. O livro faz parte da série Auditorias de natureza operacional sobre políticas públicas e mudanças climáticas do TCU e recomenda que o Programa Água Doce seja ampliado como uma ação do governo federal que visa assegurar à população meios para enfrentar as vulnerabilidades a que estão sujeitas, em decorrência da variação climática.
Para o coordenador nacional do programa Água Doce, da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Renato Ferreira, esse reconhecimento do TCU é muito importante para o desenvolvimento do programa, que no momento encontra-se em fase de elaboração de seus planos estaduais. De acordo com o coordenador, o programa visa o estabelecimento de uma política pública de acesso à água de qualidade para o consumo humano, contribuindo para a melhoraria da qualidade de vida da população rural da região do semiárido, com os devidos cuidados ambientais e sociais.
Retirada a cerca de 50 metros de profundidade, por meio de poços tubulares, a água subterrânea apresenta características salobras ou salinas o que a deixa imprópria para consumo humano. Para tornar essa água potável são utilizados sistemas de dessalinização. Até o momento, o MMA aplicou a metodologia do programa, com o foco na sustentabilidade ambiental e controle social, em 65 sistemas de dessalinização, em 7 estados do semiárido, garantindo pelo menos cinco litros de água potável, por dia, para cada pessoa beneficiada.
Unidade Demonstrativa
Para fazer com que a água salobra tenha condição de consumo humano ela passa por uma filtragem de alta potência. Assim, metade do que passa pelo dessalinizador está pronta para o consumo.
A outra metade, chamada de concentrado, tem duas destinações. Caso o poço tenha pouca vazão, o concentrado é colocado em um tanque para evaporar. Já nos lugares em que a vazão do poço é maior que três mil litros por hora, o programa Água Doce consegue implantar as Unidades Demonstrativas, que é um sistema de produção sustentável, desenvolvido pela Embrapa, dentro do conceito de convivência com o semiárido.
O sistema é simples. Após a filtragem, o concentrado é colocado em tanques para criação de peixes, ampliando assim a segurança alimentar nas comunidades. Posteriormente a água proveniente destes tanques é aproveitada para irrigação de erva-sal, que será utilizada para a produção de feno. No período de seca, o feno serve de alimento para engorda de caprinos e ovinos da região, fechando o ciclo de produção integrado.
O MMA já implantou 6 Unidades Demonstrativas e prevê implantação de mais 11 até o final de 2010. O trabalho é realizado em parceria com os governos estaduais, Embrapa, Universidade Federal de Campina Grande, Atecel, entre outros parceiros nacionais e estaduais e conta com o apoio do BNDES e Fundação Banco do Brasil.
Participação Social
Com a aplicação do programa em 65 comunidades, cerca de 50 mil pessoas do semiárido passaram a ter acesso à água potável. Para Ferreira, a participação social na gestão dos sistemas de dessalinização e das unidades demonstrativas é fundamental para a sua sustentabilidade. Ele explica que o processo tem a participação dos governos federal, estadual, municipal e das comunidades locais.
Antes da instalação dos sistemas, são realizas reuniões pelos técnicos capacitados pelo programa com a comunidade local, explicando o passo a passo do programa e definindo as responsabilidades dos que serão beneficiados pela água. Por fim são firmados acordos de gestão. Depois dos treinamentos, a comunidade é estimulada a escolher as pessoas que ficarão responsáveis pela operação do sistema.
Para escolher o local que será beneficiado pelo programa Água Doce, o MMA leva como base os índices pluviométricos, de mortalidade infantil, de desenvolvimento humano, e a ausência ou dificuldade de acesso a outras fontes de abastecimento de água potável.
Nos dias 26 e 27 de novembro, as coordenações nacional e estaduais se reúnem em João Pessoa (PB), para definir a estratégia de implementação dos planos estaduais do Água Doce. Alagoas e Pernambuco deverão lançar seus planos, com o apoio do MMA. Na reunião, será realizada uma avaliação das atividades e o planejamento das ações para 2010.
(Envolverde/MMA)
19/10/2009 - 07h10
Pesquisador japonês explica teoria sobre cristais de água e lança livro infantil
Por Raylton Alves, da ANA
O pesquisador japonês Masaru Emoto esteve na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília na tarde desta segunda-feira (19/10), para expor sua teoria sobre o os diferentes formatos tomados pela água durante o processo de congelamento. Segundo experimentos de Emoto, os microscópicos cristais de água fotografados adotaram formatos distintos quando submetidos a músicas clássicas, frases positivas e frases negativas. Quanto mais poluída a água e quanto mais negativa a palavra mencionada próxima à amostra de água coletada, menos harmoniosa se tornaram os cristais esteticamente.
Outro objetivo da visita do pesquisador japonês ao Brasil foi o lançamento do livro infantil “A Mensagem da Água”, que visa à conscientização principalmente de crianças para a importância da água para a humanidade, por meio das seguintes mensagens: água é vida, eu sou água, pacificar a água é pacificar a mim mesmo e pacificar o mundo. A publicação faz parte do projeto mundial Emoto para a Paz, que pretende distribuir o livro gratuitamente a todas as crianças do planeta. O lançamento ocorreu no Parque Olhos D’Água, na capital federal, na manhã de hoje.
Segundo Emoto, a humanidade enfim percebeu que não é mais possível dar um “jeitinho” para o tema da conservação da água. “O mundo está começando a admitir a real importância da água para a vida”, afirma. O pesquisador japonês ainda se colocou à disposição para difundir sua técnica a brasileiros e explicou os recursos materiais e humanos necessários para se obter as imagens dos cristais de água.
De acordo com o diretor da ANA, Dalvino Franca, a técnica de Emoto é um novo caminho de pesquisa cultural que se utiliza da fotografia e pode vir a ser mais uma forma de identificação da qualidade da água para consumo humano. “Este tipo de experimento contribui para trazer uma nova dimensão cultural do conhecimento da química da água e merece ser aprofundada”, destaca o diretor.
Além de representantes da ANA, participaram da reunião instituições componentes do Centro de Estudo Transdisciplinar da Água (CET-Água) – que conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) –, entre as quais: o WWF-Brasil, a Universidade de Brasília, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Organização para a Paz Mundial (Ararazul).
Palestra
Às 19h desta segunda-feira, no Anfiteatro do Museu da República, em Brasília, Masaru Emoto falará para cerca de 700 pessoas sobre “A Mensagem da Água para o Futuro”. A entrada para a conferência é gratuita.
(Envolverde/ANA)
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